quinta-feira, 5 de junho de 2008

Namorar

Quero comentar um assunto que para muitos parece supérfluo, banal, como a paixão. Sou uma eterna apaixonada, mesmo sem namorado (no momento). Quando esse sentimento acontece na vida de da gente é uma coisa muito boa. Muitas coisas são capazes de fazer explodir uma grande paixão dentro de nós. Capaz de nos levar pelos ares. Até de acabar com a gente. Pode ser um simples jeito de sorrir ou de falar. Não é nem o jeito de te olhar, ou de não olhar, é algo que vai crescendo, toma conta de você. Invade tudo, seu pensamento, seu trabalho, sua vida.
A paixão nos faz ficar rente ao descontrole e plenos de adrenalina, adolescente, impreciso. Impossível dormir, comer, impossível respirar sem a voz, a lembrança a presença do outro. Foi o que alguém escreveu outro dia. Seria verdade? Quando estamos apaixonados não pensamos em mais nada se não no outro? Mas o certo mesmo é que as histórias de paixões têm uma duração relativamente curta. Durão somente o tempo de nos fazer felizes, ou quem sabe, infelizes.
Avassaladoras no início, desesperadoras no final. E nada é banal. Acredito que na vida podemos nos apaixonar muitas vezes e estar apaixonados significa continuar desejando o bem mesmo quando é necessário romper. Algumas vezes o rompimento pode ser um ato de profundo amor embora pareça que não. Como diz o poeta Luiz Fidélis: “estar perto não é o mesmo que estar junto”
Adriana Cruz

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